( ... ) ele deu um beijo de " boa noite " e desligou .
ela aconchegou-se nos quentinhos lençois de flanela e decidiu dormir . quando acordou , tinha cinco mensagens não lidas , todas elas diziam coisas lindas que a encantavam por completo , mas especialmente , uma delas : " bom dia minha princesa , já acordaste ? o que me dizes que hoje ambos largarmos tudo e todos e irmos para um sitio , talvez fora de Lisboa , preciso de estar contigo . " , esta mensagem deixou-a com um sorriso de orelja a orelha , mas também preocupada , ele nunca lhe tera dito que precisava de estar com ela , assim com tanta urgência , e como os rapazes são atrapalhados , nunca tera iniciativa para uma saída . levantou-se da cama , vestiu-se e dirigiu-se á casa dele , quando chegou , ele deitava lágrimas e lágrimas sem fim , o seu rosto estava encharcado , ela limitou-se a abraçá-lo e a dar-lhe palavras confortantes . ambos sabiam o que se havia passado , mas nao falaram sobre nada . ele lamentava-se por todos os lados , até que ela se impôs ao sofrimento do namorado e o desafiou para uma saída a dois , andaram em silêncio por Lisboa , pareciam um lindo casal de mudos . ela falou uma ou duas vezes , enquanto os seus olhares se trocavam e as suas bocas se tocavam , para ambos , aquela tarde foi especialissima , pois nunca tinham tido uma assim há pelos menos duas semanas , ele com os testes , e ela com o trabalho , era demasiado complicado para se juntarem , ele decidiu em silêncio faltar ás aulas , e ela ligou ao chefe a dizer que tirava o dia . sem mais nem medos , deram por eles , num parque , na verdade, um belissimo parque , cheio de dálias , rosas , malmequeres , ele arrancou uma grande flor , e entregou-lha , como pedido de casamento .
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